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A máquina movida à bits

IA e a Regra de Três

Por André Luferat em 23/03/2026.

IA

Desde que que as IA (Inteligência Artificial) começaram a se popularizar, com a chegada das IA generativas aos humanos "normais", começamos a ouvir diversas notícias de empresas que pretendem fazê-lo, ou já estão demitindo a maioria da mão de obra humana e admitindo essa tecnologia no lugar.

Claramente isso tem objetivos econômicos. Humanos são caros, confusos, cheios de regras bestas, as tais "leis", comem, fazem xixi e cocô e geram toda uma gama de embaraços para que uma empresa seja plenamente eficiente.

Eu já começaria trocando alguns executivos pelo "Chat GPT"...

Paralelamente a isso, temos cases em que essas empresas se arrependem quando descobrem que as IAs são criações daqueles mesmos humanos confusos e complexados. IAs cometem erros e, nesse caso a organização tem problemas: quem culpar? Como vamos chamar a atenção de um funcionário que "não tem atenção"?

Isso sem falar da ponta mais importante dos negócios, o cliente que acaba descobrindo que, quem fez a burrada na empresa que o prejudicou, não foi uma pessoa e sim uma "máquina".

Quando a IA "Erra Feio"!

Esse artigo tem o objetivo de mostrar um erro "bobo", mas grave da IA, pelo qual passei esses dias. Uso muito essas ferramentas de IA para me ajudar a criar softwares e documentações como esta que você lê.

Estava preparando uma aula de "Letramento Matemático".

_Juro, não fui eu que dei esse nome para a matéria e certamente não foi uma IA também, claramente um discípulo ferrenho do Paulo Freire._

Voltando ao assunto: devido à dificuldade de alguns alunos, estava preparando um pequeno tutorial sobre regra de três com grandezas inversamente proporcionais. Um problema matemático supersimples. O uso da IA era só para obter os códigos Markdown para exibir a equação "bonitinha".

Preguiça técnica de pesquisar na documentação da linguagem...

Então me deparei com a seguinte resposta:

X = 720 / 30 = 54

Erro de cálculo

“Como assim Cláudio?”

Cheio de dúvidas: será que errei nesses cálculos? Né possível! Afinal, a resposta veio de uma IA das mais renomadas...

Certo da resposta, retruquei ela no prompt seguinte. Ela corrigiu só a conta final:

X = 720 / 30 = 24

Bom, não é? Mas... Eu esperava 54, não 24 como resposta para a "regra de três".

Continua errado

"Cláudio: se tá bem?"

Tive que fazer “o bichinho” reiniciar as contas para que finalmente ele me desse toda a resposta (mais ou menos) correta. E, cá entre nós, não adiantou nada porque ele mostrou a solução em uma imagem png em vez de fazer o "Markdown" da coisa, Acabei achando melhor ler a documentação e fazer “na mão”.

Era um problema matemático simples, com dados claros e resultados conhecidos a partir de cálculos básicos, mas a IA "estava distraída" e cometeu essa "gafe".

Veja o prompt original. Não sei por quanto tempo vai ficar compartilhado, então, acessa logo e vê alguma coisa que eu não vi!

Imagina se isso acontece com um aluno cheio de dúvidas, que acaba por acreditar "piamente" na IA e até confrontando que o professor está errado. Imagine isso acontecendo em um ambiente corporativo, sem um humano para validar a informação?

Veja bem! Sou um entusiasta “ferrenho” da IA, por isso, não é incomum que eu passe por situações assim, principalmente no desenvolvimento de softwares. Por isso, para mim, a IA é uma grande ferramenta de produção, mas que precisa ser usada “como ferramenta” e não como solução final.

Usada por quem entende do assunto que está sendo tratado, como um complemento e agilização dos seus conhecimentos e práticas ela ajuda na produtividade e trás soluções diferenciadas.

E sim! Acho que um dia, não muito distante, ela, a IA, estará pronta para "dominar o mundo", talvez, antes mesmo dos meus filhos e netos estarem morando na cidade de Elon Musk City, capital de Marte...

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